Abraham Loeb, diretor do Instituto de Astronomia da Universidade de Harvard, argumenta não apenas que não estamos sozinhos no universo, mas que é mais do que provável que neste momento “uma espaçonave [alienígena], ou parte dela, possa estar voando além da órbita de Júpiter”, referindo-se ao objeto interestelar Omuamua.

Abraham Loeb, el director del Instituto de Astronomía de la Universidad de Harvard
Representação do objeto Omuamua

Oumuamua, que significa explorador ou mensageiro em havaiano, é o nome dado ao primeiro objeto interestelar detectado ao visitar nosso Sistema Solar, descreve o Daily Times.

Descrição

O objeto estranho tinha uma órbita que não pertence ao nosso sistema solar. Originou-se em outras partes da nossa galáxia e tem uma trajetória com a qual atravessou o sistema solar interno ao longo de alguns meses.

Passou também perto do Sol e da Terra, tendo uma geometria invulgar, com cerca de 200 metros de comprimento e 35 metros de largura, girando a cada sete horas.

Diante dessas características, levantou-se a questão de se seria uma espaçonave.

Observações com radiotelescópios não evidenciaram diretamente a existência de vida inteligente.

No entanto, acelerou ao sair do Sistema Solar, revelando a existência de inexplicáveis e incomuns “forças não gravitacionais” que não tinham nada a ver com a pressão solar.

A teoria “extraterrestre”

Abraham Loeb, secundado pelo pesquisador de pós-doutorado Shmuel Bialy, analisou suas propriedades e descobriu que são semelhantes aos das velas solares que estão sendo projetadas e construídas por seres humanos como uma maneira possível de viajar distâncias interestelares.

“Oumuamua pode ser uma vela solar morta ou ativa, pertencente a uma civilização alienígena”, essa é a ideia que os dois cientistas apresentam na ausência de evidência que provem o contrário.

Desde então, tem havido publicações que não o aceitam e até mesmo ataques pessoais das mídias sociais aos cientistas, apesar dos cálculos rigorosos.

O que quer que seja ‘Oumuamua’ (quase certamente não feito por alienígenas, na minha opinião) é um objeto fascinante e apresenta muitas questões científicas interessantes que irão desencadear mais estudos e observações“, disse Steven Tingay, John Curtin Distinguished Professor (Radioastronomia), na Universidade de Curtin, Austrália, de acordo com o Daily Times.

De qualquer forma, Loeb insiste: “Muitas pessoas esperavam que, uma vez que houvesse toda essa publicidade, eu recuaria. Se alguém me mostrar provas do contrário, recuarei imediatamente”, disse ele de acordo com Clarín, mencionando o Washington Post.

Fonte: BLes

Categorias: Ciência

Vídeo em destaque

Ad will display in 09 seconds